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Session 01: Machine Gun PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 15 November 2009 12:19

Trilha sonora da session:

Era uma noite como todas as outras: os cassinos abriam, as mulheres dançavam, jantares eram comprados, as luzes se acendiam, um casal de jovens fazia amor em algum lugar.

Era uma noite como todas as outras, exceto que ele não estava lá. Ele não refletia as luzes, as mulheres não olhavam para ele, ele não fazia amor. Esta noite, ele caminhava, sua primeira noite livre. E ele nem sabia para onde.

Sua cabeça estava turva com milhares de pensamentos. Preso! Por roubar um cassino! Isso deveria ser a obrigação de todo bom cidadão no sistema solar, ainda mais os cassinos de Dione... Mas ele havia sido preso. E isso não havia sido o pior. Ele era forte, sobreviveria fácil às brigas diárias. Mas seu irmão era frágil... e o mandaram junto para a cadeia. Logo na primeira semana, estava morto. No oitavo dia, ele fez uma tatuagem em nome do irmão.

Vinte anos depois, ele saiu para ruas muito diferentes: as luzes eram outras, os cassinos eram outros. Mas as mulheres e o dinheiro... Ah! Esses eram os mesmos Esses são sempre os mesmos...

Na cadeia, ele falava sobre o seu plano: sair e matar, um por um, todos os desgraçados que se envolviam com o jogo e que suportavam aqueles infernos. "Tem uma metralhadora esperando por mim", ele dizia. "E vou matar todo mundo com ela". Eles riam.

Seu nome havia sido esquecido. Um terno antigo agora lhe servia de identidade em branco. A metralhadora estava lá. Guardada sob a escadaria de uma igreja velha o suficiente para estar lá para sempre.

Machine Gun, eles riam. Machine Gun virou seu nome. E agora seria a queda de todos eles.

He's got a pinstripe suit and a black fedora. He's got a jail tattoo, from his long-lost brother He's got jet-black hair, just like his mother He's got a shotgun fuse, don't you pull his trigger
 
Session 00: Hurt PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Sunday, 15 November 2009 12:16

Era uma noite chuvosa, e ele cambaleava com calma pela chuva. Um passo depois do outro, os passos ecoando nos becos mais sujos do bairro marroquino. Naquele horário, somente ele e os mendigos estavam nas ruas.

Ele sentou na calçada da igreja enquanto a chuva apertava. Tirou o fedora e sentiu a chuva no rosto, nos óculos de cristal, no terno de corte perfeito. Deixou o sobretudo escorregar dos ombros. Só então o sangue começou a escorrer.

Os buracos de bala nos ombros e no peito doíam, mas a dor não importava agora que a consciência estava limpa. As balas vieram apenas depois do "eu te perdoo". Sua neta sobrevivera. Era um bom tempo para morrer.

Já distante, sua mente ouvia claramente um quarteto tocando um Canon...

Na manhã seguinte, jornalistas se acotovelariam para tirar fotos, e seria velado e enterrado o corpo do velho que se foi, na soleira da igreja mais velha, feliz com Alá.

Dizem que foi assim que morreu o último chefe da máfia marroquina.

O resto, como eles dizem, ainda será história

Last Updated on Sunday, 15 November 2009 12:22
 


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