|
Teoria Musical
|
Written by Administrator
|
|
Monday, 16 November 2009 10:05 |
|
Taiko é um estilo de música japonesa, com vertentes tanto na música tradicional quanto na música popular, tanto na antiguidade como hoje. É um estilo extremamente envolvente: cada apresentação tem uma boa dose de coreografia envolvida na maneira como os tambores (que é o instrumento quase exclusivo do estilo) são tocados, muitas vezes envolvendo um único artista tocando vários tambores.
O estilo é interessante por vários motivos, mas o principal deles é que ele tem quase que apenas ritmo: sem floreios e sem notas, podemos nos focar na batida e em como ela se desenvolve.
Primeiro, vale notar que o Taiko usa diferentes tipos de tambor, desde imensos (ōtaiko) até menores e portáteis (namizuke). Cada um tem a sua função em manter a música e fazer o feeling que é único do estilo.
Quando falamos de ritmo, o taiko tem as próprias definições, traduzíveis para as conhecidas marcações ocidentais. Ainda assim, vale a pena falar um pouco sobre o Jiuchi, ou Ji, que é a marcação de fundo, o tambor que mantêm os outros tocando dentro de um compasso único, como a bateria de um Call and Response de um Jazz ocidental. Análogo ao címbalo da bateria, o Taiko usa o tsuke shime daiko, que é um tambo amarrado por cordas e tem um som muito mais agudo, sendo fácil de ouvir, mesmo com o estrondo do ōtaiko.
O Jiuchi usa o Kuchi shōga como referência, que é uma maneira de "pronunciar" os sons dos tambores. Por exemplo: o Jiuchi básico é pronunciado como "don ko don ko", com a batida seca, espaçada de maneira igual. Mas podemos variar um pouco o som, dando a ele um pouco de swing, e fazendo o "don go don go", que faz a brincadeira com os sons do mesmo jeito que o jazz brinca com o 3/4: fazendo a primeira batida ter o dobro do tamanho das outras. Isso dá um feeling de agito, mudança, descompasso que trazem a vontade de se mexer e a sensação de que a música está "viva".
Por fim, um pouquinho de música; um grupo de taiko fazendo um medley entre vários estilos, tendo um pouco de tudo ali. Repare, perto dos 2:16, que temos uma batida que lembra um samba, mas que cai para uma marcha marcial muito rápido: |
|
Last Updated on Monday, 16 November 2009 11:10 |
|
|
Written by Administrator
|
|
Sunday, 15 November 2009 12:30 |
|
Call and Response é um método de se criar música onde dois artistas (ou grupos de artistas) trabalham como se estivessem numa conversa.
O sistema é bastante simples: um artista (o cantor, por exemplo) inicia a música, colocando uma entrada, inciando a proposição da música. O segundo artista (por exemplo, o back vocal) responde ou complementa, dando conitnuidade à "conversa". O primeiro artista então faz a sua parte e é montado um ciclo, sobre o qual a música se construirá.
A parte interessante é que os dois artistas não precisam usar ritmos iguais: basta que estes sejam compatíveis para que o sistema funcione. Um 4/4 com acentos no 2 e no 4, por exemplo, pode ser ser respondido por um 6/8 com acentos no 2 e o 5.
Outra maneira ainda é usar um terceiro músico como "mediador": ambos os artistas principais improvisam à vontade na conversa, enquanto um terceiro mantém o ritmo de ambos, normalmente usando os címbalos (bateria) ou um Dó Sustenido ou Maior (baixo).
Alguns estilos fazem uso estensivo desse método, incluindo-se aí o Jazz improvisado e o rock progressivo. Mas a música clássica (onde Call and Response chama-se Antifonia) e o Folk também têm construções semelhantes.
Por fim, fiquemos com dois exemplos de Call and Response: o primeiro por um trio de jazz (Ray Porrello Trio): repare como o baixo ("frases" muito curtas) e o piano (mais longo e mais agudo) intercalam-se enquanto o címbalo da bateria marca o passo da conversa:
Em seguida, uma dupla japonesa, Tomo Fujita e Takeshi Yamaguchi, que fazem uma experiência de improvisação ao vivo: a guitarra inicia a conversa e a viola de dez cordas responde.
Como um extra, um clássico: Dueling Banjos. O início é o Call and Response mais clássico, enquanto na continuação da música a relação se torna menos clara, com apenas uma nota servindo de "frase":
|
|
Last Updated on Monday, 16 November 2009 10:36 |
|
Written by Administrator
|
|
Sunday, 15 November 2009 12:28 |
|
Ritmo é muito do que define o que uma música é. A separação entre Jazz e rock, por exemplo, muitas vezes dá-se aí, ou a separação entre os diversos tipos de Metal. è uma formalidade, mas uma formalidade que rapidamente faz sentido.
Essencialmente, o Ritmo é a definição dos compassos de uma música: primeiro divide-se uma semibreve (a nota mais longa de todas) em partes. Cada uma dessas partes será um compasso, que conterá uma quantidade de notas.
Parece complicado? Não é. Peguemos, por exemplo, um jazz comum: ele tem um ritmo marcado como 4/4, ou seja, a semibreve é dividida em 4 compassos e , em cada compasso, haverão 4 notas. Uma valsa usa 3/4 e um rock (filho do jazz), 4/4, com variações conhecidas em até 8/16.
O número de divisões deixa a música mais complexa e rápida, aumentando o Tempo (BPM), e permitindo floreios diferentes, como arranjos mais bonitos.
Mas não é só disso que vive a música: é possível, por exemplo, casar dois ou mais ritmos para criar um terceiro (ou o que parece ser um terceiro) ritmo. Vejamos por exemplo, o Jazz: 4/4, por padrão, e a Valsa, 3/4, por construção. Podemos aproveitar que ambos dividem a semibreve da mesma maneira para juntarmos dois intrumentos e casarmos , por exemplo, as três notas da Valsa entre as quatro notas do Jazz, criando, assim, um estilo pouco conhecido, mas muito movente, conhecido como Jazz Waltz.
Outras combinações são possíveis, é claro: não é incomum vermos uma sinfonia tocar junto com uma banda de rock, por exemplo, a despeito de o Metallica só usar a orquestra a para cantar em cima.
Para terminar, deixo vocês com esses dois links: o primeiro é a Comet Observatory de Mario Galaxy, no original. Claramente uma valsa, bem construída. O segundo é um trecho de exatamente a mesma música, mas tocada numa Jazz Waltz, o que dá uma tom completamente diferente a ela.
EDIT: Essa Jazz Waltz que eu coloquei não tem 3/4 e 4/4, mas sim 2/4 e 3/4. Tks Telmo!
|
|
Last Updated on Sunday, 15 November 2009 12:30 |
|
|
|
|
|
|
Copyright © 2010 Bebop Project. All Rights Reserved.
|